A revista Nova Escola publicou um material superinteressante sobre lendas urbanas, e é claro que usei com minha turma querida e criativa.
Bicho-papão, mula sem cabeça e o famoso
Pé-grande são algumas das figuras lendárias cujas histórias assustaram muita
gente por séculos. Mas à medida que as populações começaram a se concentrar
mais nas cidades do que no campo esses personagens folclóricos perderam espaço.
Afinal, seus perfis não combinavam com o ambiente e a cultura urbana.
No lugar deles, os contos populares elegeram outros protagonistas, como o homem
do saco, palhaços que roubam órgãos das crianças, brinquedos assassinos ou uma
loira que aterroriza alunos nos
banheiros das escolas. Assim surgiram as lendas urbanas.
Primeiramente conversamos um pouco sobre esse subgênero (que faz parte do gênero lenda) diferenciamos as lendas urbanas das folclóricas e li algumas dessas lendas para a turma...
disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/leitura-producao-lendas-urbanas-651525.shtml?page=all
Vejam algumas delas:
A loira do banheiro
Os
temas sobrenaturais são os preferidos das lendas urbanas. Este é o caso do
conto sobre a loira do banheiro provavelmente inventado por um periódico
sensacionalista brasileiro inspirado nas narrativas norte-americanas sobre
bruxas. A lenda que logo espalhou-se no boca a boca pelas escolas do país conta
que uma adolescente loira e bonita adorava cabular as aulas e muitas vezes
ficava no banheiro da escola. Numa dessas, ela teria escorregado,
batido a cabeça no chão e morrido. Sua alma, no entanto, não se conformou com
tamanha fatalidade e passou a frequentar os banheiros das escolas assustando
garotas e garotos que estavam por lá matando aula. Como era de se esperar,
vários estudantes afirmaram ter visto a loira do banheiro e a descreveram como
pálida, com cicatrizes na cabeça e algodão enfiado no nariz para o sangue não
escorrer (algo estranho para um fantasma que teoricamente não deveria ter mais
sangue nas veias). Segundo a crença popular, se você for ao banheiro
pretendendo cabular aula e não encontrar a loira é só fazer um ritual que ela
aparece: acione a descarga por três vezes, chute a privada e vire-se
rapidamente para o espelho.
O passeio da alma penada
Esta
é uma lenda urbana tão popular no Brasil quanto nos Estados Unidos. Na versão
nacional, uma garota pega um táxi num ponto próximo a um cemitério e pede ao
motorista para levá-la para dar uma volta pela cidade e retornar ao mesmo ponto
de partida. Ao final do passeio ela dá o endereço da casa de seus pais ao
taxista e pede que ele vá lá receber o pagamento pela corrida. Ao chegar e
contar o caso ao pai da garota ele é surpreendido pela notícia de que ela já
morreu há alguns anos. Na versão norte-americana, a lenda tem como cenário uma
estrada e como personagens um motorista solitário e uma garota pedindo carona.
Ao final da carona, o motorista percebe que ela esqueceu algo no carro e,
quando vai lhe devolver o objeto na casa em que ela entrou, descobre que a
garota faleceu em um acidente de carro no exato local em que ela estava pedindo
carona.
Chupa-cabra
Apesar
de as histórias sobre esta temível criatura terem começado em Porto Rico, não
faltaram relatos para tornar a lenda popular (e assustadora) no Brasil durante
os anos 1990. Tudo começou em 1995, quando foram descobertas oito cabras
mortas com dentadas no pescoço e sangue completamente drenado. Mais de 150
casos semelhantes foram registrados até agosto daquele ano. Em dezembro, o
número de animais mortos nestas circunstâncias já ultrapassava a marca de 1
mil. Razão suficiente para dar início à lenda sobre uma criatura semelhante a
um morcego. Existem até
testemunhas que garantem já
terem avistado esse tal vampiro das Américas.
Velho do saco
Nada melhor para educar filhos que contar uma
história que vai matá-los de medo, diz a sabedoria popular. E se a lição do dia
é sobre obediência, a história do homem do saco é uma boa pedida. Segundo a
lenda, um velho assustador que perambula pelas ruas sequestra crianças que saem
de casa sem a companhia de um adulto. Outra versão da história (ainda mais
cruel com os pequenos), é que o Homem do Saco faria o trabalho inverso ao do
bom velhinho: ao invés de visitar as crianças boazinhas e deixar presentes,
como o Papai Noel, o velho malvado visitaria apenas os desobedientes e os
levaria embora dentro de seu saco.
Após a leitura chegou a hora de pôr a criatividade em ação. A atividade era criar uma lenda urbana (redação). Fizemos um concurso e a melhor delas será publicada em breve neste blog, para que possamos compartilhar com todos.
Aguardem...